quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ÚLTIMAS TRÊS APRESENTAÇÕES

Troupe,

No próximo final de semana terminamos a temporada de mais um trabalho.
Fim de um processo de seis meses de atividades.
Mais uma vez obtivemos sucesso!
Parabéns a todos nós!
A aceitação da peça pelo público foi ótima
e a diretoria do clube também manifestou-se muito positivamente.

Sem falsa modéstia: conseguimos mesmo um resultado muito bom!

“Uma Noite com Agatha Christie” é um espetáculo difícil
e, por isso mesmo, nos ensinou muito.
Valeu a pena.

Crescemos muito. Aprendemos muito:
a contracena, os tempos de reflexão, as posturas corporais,
as expressões faciais, os subtextos, as intenções de cada personagem, etc... etc...

Muito bem! Estou orgulhoso de todos vocês!

Agora, terminado este processo, aguardamos o posicionamento da diretoria
no sentido de dar continuidade aos projetos do Grupo de Teatro do Clube Curitibano.
Até aqui nada foi definido.

Gostaria muito que cada um de vocês propusesse
- tanto atividades quanto textos que, a seu modo de ver,
possam ser desenvolvidos pelo grupo no futuro.

Um grande beijo e, mais uma vez: Parabéns!!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

14

Hoje DÉCIMA QUARTA apresentação!
Faltam só 08 sessões da peça Uma Noite Com Agatha Christie!
Que rápido!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011


PROPOSTA DO AUTOR/DIRETOR
AO GRUPO DE TEATRO DO CLUBE CURITIBANO

Estive pensando e resolvi propor ao grupo
a montagem da peça teatral de minha autoria
"A TRISTE HISTÓRIA DE HANNA KOWALICK - A BRUXA DE CURITIBA"
como próximo trabalho, no início de 2012.
Tal proposta tem como justificativa para sua encenação
a associação da temática da referida peça com a proposta
da Diretoria para a comemoração dos 130 anos
da fundação do Clube Curitibano,
uma vez que a ação dramática dessa obra se passa
em Curitiba no período entre 1880 e 1906,
época em que o clube foi fundado pelo Barão do Cerro Azul.
Na trama ficcional baseada em fatos reais
é apresentada a trajetória de vida de uma mulher
- Hanna Kowalick -
 em um grande painel acerca de nossa capital,
os costumes e idiossincrasias de seus habitantes,
a pluralidade étnica da formação populacional de Curitiba,
com seus contrastes e características,
os conceitos e preconceitos da sociedade curitibana de então,
além de uma dramaturgia que elabora a estória
desta personagem tida por uns como "santa milagreira"
e pelos mesmos num outro momento como "bruxa"
por desafiar a mentalidade provinciana da pequena cidade
que teme o novo, o diferente, o ousado.
Com uma trama repleta de emoção e poesia,
o texto dessa peça foi premiado pela
Fundação Cultural de Curitiba em 2008,
com o Prêmio Oraci Gemba de Fomento à Dramaturgia
e oferece oportunidade para absorver
todos os integrantes do Grupo de Teatro na composição do elenco.
Trata-se de um Drama,
gênero teatral que experimentamos apenas quando encenamos
os "monólogos" da peça "Bilhetes",
porém ali não exercitávamos a contracena.
Na peça, agora proposta para a encenação,
os atores podererão experimentar a contracena,
tanto nos momentos dramáticos
como naqueles onde se trabalha a linguagem do humor.

Proponho a realização de uma leitura do texto,
"A TRISTE HISTÓRIA DE HANNA KOWALICK - A BRUXA DE CURITIBA"
com os atores interessados em participar da montagem,
na próxima semana, no Salão Ivaí.

Aguardo suas apreciações e comentários
acerca desta proposta.

Enéas Lour

 (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)






sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SEXTA-FEIRA 26 DE AGOSTO DE 2011




Odilon Merlin Chique é a lotação esgotada desta 6ª !!! Arrasa galera!
há 41 minutos ·


  • Marco Enrico Chiocca Caaaaaarrrraaaaaaaaaaaccccccaaaaa!
    há 12 minutos ·





  • Enéas Lour QUE MARAVILHA!!!!!!! MUITO BOM!!!!

  • TEMPERATURA = 12 GRAUS

  • LOTAÇÃO ESGOTADA!!!!

  • PARABÉNS!



  • segunda-feira, 22 de agosto de 2011

    NOVO PROJETO ...

    A idéia é mais ou menos assim:
    Criar um roteiro para um filme de 80 minutos.
    Tema : O que aconteceu no mundo,

    no Brasil e em Curitiba nos 130 anos?

    Elenco: GTCC + 02 paranaenses famosos (TV)
    Ensaios = Como os de uma peça de teatro (+- 4 meses)
    Gravação = 2 meses.
    Locações: Clube, Curitiba, Vila Velha, Ilha do Mel, Cataratas.
    (de dia e de noite)
    Sinopse inicial = Uma troupe de atores conta o que aconteceu nos últimos 130 anos.
    Personagens = Mágicos e Feiticeiras.
    Inserções de filmes curtos - documentais.
    Novo desafio.
    ...
    ..
    .
     

    domingo, 14 de agosto de 2011

    
    OS TRÊS ENSAIOS QUE NOS RESTAM!

    Por favor tentem - com afinco - chegar às 19:59 horas
    para os próximos três ensaios que no restam para
    a estréia da peça!

    Na segunda-feira (amanhã) teremos que fazer
    o ensaio de luz!
    (Preparem-se!)

    Todos com os figurinos e adereços e cabelos e etc...
    Silêncio nas coxias.

    Não esqueçam de trazer para os ensaios:

    Concentração.
    Relaxamento.
    Senso de integração.
    Bom senso nos comentários críticos.
    Apoio.
    Espírito leve e lúdico.
    Sorrisos.
    Bom astral.
    Tesão.

    Beijo.

    Enéas Lour



    terça-feira, 9 de agosto de 2011

    
    Hoje sonhei com Agatha Christie e ela estava sorrindo!
    Eu estava assistindo a peça na coxia e lá no palco (enorme) 
    vocês estavam em cena.
    Todos usavam uns figurinos meio esverdeados,
    de época renascentista.
    Chapéus grandes com plumas verdes
    e botas meio avermelhadas de canos e saltos altos.
    A Ana Mary estava em cima de uma carroça
    com grandes rodas
    e declamava uma poesia triste, com lágrimas nos olhos.
    O Carlão estava sentado num barril
    e palitava os dentes sorrindo.
    Numa mesa ao lado,no fundo a Inês e a Dulce sorriam bebendo vinho e comendo fatias de pão.
    A Simone e a Calourinha estendiam
    roupas molhadas num varal e
    a Mari Mais, a Tempski e o Matheus
    estavam numa espécie de cama
    cobertos por cobertores de lã xadrez preta e barnca.
    O Marco e o Zeca bebiam numa mesa e riam
    de tudo e de todos, com as bochechas vermelhas.
    Na outra coxia, oposta àquela onde eu estava
    a Agatha Christie, a Eliane e umas outras mulheres
    acho que do coral, riam entusiasmadas.
    Eu fazia sinais para elas entrarem em cena
    e cantassem, mas, elas não me ouviam e
    riam e riam e riam!!!
    Deve ser um bom sinal!
    A platéia estava cheia.
    Tomara que a cena se repita!
    Acordei tranquilo.
    Gostei do ensaio de ontem.
    Melhoramos muito!
    Vai dar certo.
    Beijos!
    Até mais à noite para continuarmos de onde
    paramos ontem.

    Enéas Lour
    09/08/2011


    sábado, 23 de julho de 2011

    OFICINA ÁLDICE LOPES

    
    DULCE VEJA AÍ A MUDANÇA DE TEXTO
    NO INÍCIO DO SEGUNDO ATO
    (NOVA MÚSICA, NO LUGAR DA "THE CRIMINAL" ENTRA
    GLEN MILLER E SUA ORQUESTRA TOCANDO
    "SMOKE GETS IN YOUR EYES")

    -----------------------------------------

    SEGUNDO ATO

    A LUZ DESTACA AGATHA EM SEU ESCRITÓRIO. ELA COLOCA OUTRO DISCO NO GRAMOFONE E OUVE-SE a ORQUESTRA DE GLEN MILLER TOCANDO "SMOKE GETS IN YOUR EYES" (1944), QUE É BEM CONHECIDA E TRAZ  UM BOM CLIMA PARA A CENA:

    AGATHA               - Fim do 1º Ato! ... Música! ... (ESCOLHE UM DISCO) ... Perfeito! ... Glen Miller : Smoke gets in your eyes! ... A fumaça entra em seus olhos! ... Trazemos agora para a cena os homens da lei! (RI) ... Ou melhor: um homem e uma mulher da lei! ... E junto com eles traremos a névoa para iludir os olhos da platéia! ... Isto mesmo!...Aí vem eles! ... (RI)


    quarta-feira, 13 de julho de 2011

    REFLEXÃO II : RITMO




    RITMO: (DEFINIÇÃO DO TERMO NO DICIONÁRIO AURÉLIO)

    * - Nas artes, na literatura, no cinema, no teatro, etc... RITMO é a disposição ou o desenvolvimento harmonioso, no espaço e no tempo, de elementos expressivos e estéticos, com alternância de valores de diferente intensidade.

    Eis aí o nosso "problema" a ser enfrentado.
    RITMO.

    Nossa peça está baseada na palavra, na intenção, no gesto.
    O texto, as "falas", só têm importância se revelarem o conteúdo das personagens, suas intenções. De nada vale o texto se não exprimir o pensamento da personagem no contexto da cena. Um olhar, um gesto, uma pausa valem mais que páginas e páginas de texto ditas sem intenção.

    Ontem passamos o primeiro e o segundo ato e marcamos o tempo de 50 minutos para fazermos isto. É muito! Mas, não será correndo com as falas de cada um que ganharemos ritmo. Mas, sim, valorizando as pausas com intenção. Aí, sim, teremos fluxo de idéias.

    A dosagem dos tempos, das intenções, das ações e reações da contracena é que farão a peça despertar e manter a atenção da platéia.

    Quanto à criação das personagens:

    É preciso que cada um de vocês exponha do seu jeito, isto é: à sua maneira, as suas personagens. Não há como eu conduzir a sua criação se vocês não a expõem.

    Ensaio é a hora de errar!

    É o processo do erro e acerto que nos dá o caminho da criação.
    É preciso errar e errar bem errado para enxergar a personagem e compreende-la, aos poucos.

    Se você não tentar construir sua personagem assim, depois assado, depois frito e depois cozido nos ensaios, evidentemente, não há como o diretor trabalhar sua intenção, não há como discutir. É preciso arriscar. Elaborar uma abordagem da personagem e exercitá-la, colocá-la em prática.

    Não é um processo fácil, claro.
    É um processo que necessita de coragem do ator ou da atriz para arriscar.

    Errar ensina o que não cabe na sua personagem, é o único caminho.
    Sabendo o que não serve, por eliminação, nos aproximamos daquilo que cabe à personagem. Portanto, arrisquem. Não procurem acertar, apenas tentem expressar sua personagem com as verdades que você consegue distinguir nelas.
    Arrisque fazê-la assim, do jeito que você a vê, mesmo que pareça estranho fazer isto ou aquilo, andar assim ou assado, demorar mais em uma pausa para valorizar um momento da reflexão, frisar uma palavra, aumentar o tom numa frase, diminuir noutra, etc...

    Tente!

    Não cumpra exatamente as marcas feitas pelo diretor como um autômato.
    Procure as intenções para deslocar-se de um ponto a outro da cena.
    Estude o texto e o modifique, evidentemente mantendo o vocabulário e o conteúdo.
    Proponha ao grupo e à direção do espetáculo o seu ponto de vista.
    Brinque com o ritmo da sua personagem.

    Divirta-se.

    Até mais à noite!
    beijos

    Enéas Lour

    sábado, 9 de julho de 2011

    MOTOSSERRA!

    (clique na imagem para ampliar)
    Troupe, hoje e amanhã estarei fazendo cortes no texto da nossa peça.
    Por favor, não reclamem dos cortes que farei em suas falas.
    Não é fácil cortar texto e conseguir encaixar as idéias da narrativa
    e eu só cortarei o que for realmente necessário,
    para dar mais dinâmica ao espetáculo.
    Até segunda para mais um ensaio!
    Vai dar certo!

    Enéas Lour
    ...
    ..
    .

    sexta-feira, 1 de julho de 2011

    REFLEXÃO

    (clique na imagem para ampliar)
    Troupe,

    Ontem (30 de junho), no final do ensaio eu fiz comentários críticos sobre a postura do grupo no trabalho. Disse que o principal – e o que estamos deixando de lado, por inexperiência e conseqüente descuido – é a fantasia, ou melhor: o fantasiar.
    O que é que eu quero dizer com isto?
    Quero dizer que é preciso “brincar”, é preciso “delirar”.
    O teatro só faz sentido para o ator ou a atriz, para o diretor, para o artista, quando propicia o seu “encantamento”.
    E o que é o tal “encantamento” do artista?
    É a mágica que nos faz vibrar.
    São os “truques” que usamos para trazer satisfação à nossa alma, à nossa mente.
    Uns encontram esta satisfação no exercício da escrita, outros na pintura, outros na música, outros no palco, outros na dança e seus movimentos, outros na matemática, na poesia ... ou nas outras tantas formas de manifestação da expressão humana.
    Em nosso caso, no palco, e também para as outras formas de expressão artística, esta satisfação advém do exercício da nossa “loucura”.
    Que loucura?
    A nossa loucura!
    Aquela loucura que nos fez sair de nossas casas, vir até o palco e nos proporciona prazer quando usamos nossos corpos, nossa voz, nossos movimentos, para expressar uma personagem.
    Cada personagem somos nós do avesso.
    Cada personagem que representamos nos mostra um trecho dos corredores internos de nossos labirintos.
    A magia está aí: está em representarmos estas nossas personagens. Está em nos colocarmos à disposição delas, para que elas se apresentem.
    Brincar de ser as personagens é a mágica.
    Todas as personagens que representamos existem em nós.
    Repito o que sempre digo:
    - Não é importante decorar o texto.
    O importante é compreendê-lo.
    Compreender cada fala, cada intenção da personagem no contexto da cena e, claro, da peça como um todo.
    Brincar com a personagem, conhecê-la, inventá-la.
    Agir e reagir como ela.
    O ensaio é o lugar onde nos é permitido o exercício desta “loucura”, são nos ensaios que estamos completamente livres para experimentar posturas corporais, vozes, olhares, pausas, tempos de reação, etc...
    É no ensaio que o ator ou a atriz pode errar! 
    É no ensaio que se executa, com tranqüilidade, tudo aquilo que elaboramos em nossas cabeças quando tentamos visualizar as nossas personagens, quando estudamos as falas, as cenas, em casa, na rua, no trabalho, no elevador, no super-mercado...
    Do contraponto entre este exercício de expressão, isto é da experimentação, da discussão com o diretor e o grupo nas avaliações do processo é que emergirá a personagem, com seus subtextos, com suas minúcias da composição.
    Estamos em processo de criação e este processo é um parto!
    Um parto múltiplo, de onze personagens que só nascerão perfeitas se nosso trabalho de construção lhes der ar para respirarem, lhes der sangue para reagirem, lhes der vida para se expressarem.
    Complicado?
    Não.
    Simples.
    Eis a questão!
    Se você permitir que a sua intuição comande o processo de criação. Se você ousar, se você deixar o medo de lado, se você sair da sua “zona de conforto” e buscar ultrapassar seus limites deixando que o lúdico tome espaço, que a brincadeira aconteça: tudo se torna mais fácil.
    Exagere! Fantasie! Brinque!
    Construa sua personagem com uma lente de aumento naqueles pontos que você considerar os mais importantes para ela se expressar, isto é: aqueles pontos que mais evidenciam sua personalidade.
    Exagere!
    Minha função, como diretor, é dosar as suas potencialidades, dosar sua expressão para que o espectador construa a sua própria história conduzido pelo que ele, espectador, vê apresentado em cena.
    Confie: eu não deixarei você passar por situações de ridículo!
    Não tenha medo de nada!
    Nós faremos um espetáculo muito bem construído e de grande qualidade.
    Só depende de nós.
    Segunda-feira próxima iniciamos a reta final da montagem de nosso espetáculo.
    Estamos atrasados e interrupções como as do feriadão de Corpus Christi não nos ajudam em nada.
    Nossos ensaios em julho têm que render muito.
    Isto quer dizer: concentração, empenho, solidariedade entre todos da equipe nesta tarefa de construir o “Mundo Worchesther”.
    Mas, vejam bem: não estou falando em sacrifício!
    Ao contrário!
    Estou falando que quanto mais nos entusiasmarmos com o processo de criação, quanto mais nos divertirmos com ele, mais prazeroso ele poderá ser e, também mais profícuo, mais “rendoso” em termos de qualidade e de aprofundamento do nosso trabalho artístico.
    Portanto peço, encarecidamente, que vocês se divirtam mais. Brinquem mais. Concentrem-se mais. Usem mais sua intuição. Joguem mais. Troquem mais com seus parceiros de cena. Proponham mais em cada uma de suas falas, em cada uma de suas cenas.
    Assim, nós, "loucos-de-pedra" que escolhemos o palco para nos exprimir artisticamente, seremos mais felizes por realizarmos nossa loucura com um alto grau de qualidade.
    Gostaria muito de ouvir a opinião de cada um de vocês sobre esta reflexão.

    Beijos
    Até segunda às 20 horas, no palco.

    Enéas Lour
    01 de julho de 2011.



    sexta-feira, 24 de junho de 2011

    COMPROMISSO

    CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

    DULCE FURTADO ....... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    MARI HARO ........... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    MARCO CHIOCCA ....... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    ZECA CENOVICZ ....... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    INÊS MACEDO ......... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    MARIANE P. BRAGA .... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    ANA MARY FORTES ..... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    HELENA VEIGA ........ (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    DANIELE TEMPSKI ..... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    SIMONE NERCOLINI .... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO
    CARLOS VALENTE ...... (  ) CONCORDO  (  ) DISCORDO

    Ao CONCORDAR comprometo-me a não faltar a nenhum ensaio
    sem prévia autorização do diretor e a chegar pontualmente no horário marcado para os ensaios.

    Curitiba, 24 de junho de 2011.
    

    segunda-feira, 13 de junho de 2011

    
    Amanhã é terça-feira e temos ensaio no palco às 20 hs.
    Iniciaremos a marcação do segundo ato e,
    se der tempo,
    passamos o primeiro e o segundo ato uma vez.
    Por favor, tentem chegar no horário marcado.

    sexta-feira, 27 de maio de 2011

    COMO EU VEJO AS PERSONAGENS... (3)

    COMO EU VEJO
    ELIZABETH BANKRUPT


    Pelas informações que Agatha Christie (a autora que está escrevendo a peça que vemos no palco), nos fornece podemos deduzir que Elizabeth Bankrupt é uma mulher de 60 e poucos anos, muito elegante, ultrapassando o limite da ostentação, com roupas finas, muitas jóias, peles, maquiagem exagerada e que usa chapéus e sapatos exóticos.
    Viúva de George Worchesther há muitos anos, Elizabeth é uma mulher denodada. Sua arrogância e soberba são permanentes em seu comportamento. Trata a todos aos que julga “inferiores” com total falta de consideração e de respeito, ao contrário da maneira como trata aqueles a quem ela considera “pessoas importantes” e “as bem colocadas na sociedade”, para as quais Elizabeth Bankrupt esbalda-se em elogios e sorrisos sempre visando conquistar benesses, empréstimos, favores, cargos, etc...
    Em resumo, uma mulher fútil, frívola e preconceituosa. Considera-se integrante de uma elite social e por isso merecedora de privilégios e regalias dessa casta superior da sociedade.
    Elizabeth vem de uma família aristocrática da cidade de Cardiff no País de Gales, situado no norte da Ilha da Grã-Bretanha. Filha de um importante banqueiro e uma conceituada artista plástica Elizabeth recebeu uma educação sofisticada nos melhores colégios da Europa.
    A relação com a sua família, especialmente com seu pai, sempre foi difícil. Os dois discutiam muitas vezes e o velho Mr. Jonh Bankrupt a considerava perdulária.
    Sua mãe, Maureen Lyghan, era a típica “artista” da alta sociedade. Pintava quadros com cores excêntricas, usava figurinos exóticos como os das divas do cinema e fazia cursos de arte por todo o velho continente, com os mais famosos pintores e, como ela atualmente, Maureen Lyghan considerava-se uma mulher de “extremo bom gosto” e freqüentava as mais altas rodas da sociedade. Ambas, mãe e filha, sofreram crises profundas de depressão. Numa dessas crises, talvez impulsionada pelo ópio, um vício que Maureen adquiriu em suas viagens ao Oriente, ela suicidou deixando um trauma profundo para Elizabeth.
    A partir da morte da mãe Elizabeth tornou-se uma mulher mais amarga.
    Ela conheceu George Worchesther num cruzeiro pelas ilhas gregas e os dois, muito jovens ainda, aproveitaram, a seu modo, a vida. Viajaram muito, sempre cercados de muito luxo. Freqüentaram jantares em mansões de poderosos, cassinos, grandes concertos das grandes sinfônicas e esbanjaram muito dinheiro adquirindo obras de arte, roupas de grife, bebidas exóticas, etc...
    George Worchesther, um “bon vivant” e Elizabeth formavam um casal avançado para sua época e o velho Mr. Jonh Bankrupt, pai de Elizabeth os considerava depravados e fúteis. Por isso, deserdou a filha e não mantinha mais suas extravagâncias. Ela processou seu próprio pai e conseguiu na justiça receber sua parte na herança quando o pai faleceu e continuou sua vida de viagens e jantares, com a mesma opulência ao lado de George até a morte dele.
    Depois de viúva, Elizabeth teve alguns – muitos – rápidos romances com rapazes bem mais novos que ela, a quem sustentou e presenteou com objetos de valor em troca de carinho e sexo. Desfilar com esses rapazes, que mais parecem ser seus filhos ou sobrinhos, pelos museus, cafés e boulevards parisienses é uma das atividades prediletas de Elizabeth.
    Seu interesse pela família Worchesther é inexistente, ou melhor, só lhe interessam os bens da partilha da herança de Harold que a fizeram vir até ali debaixo de uma nevasca intensa.
    Com o seu cunhado Coronel Franklin ela manteve sempre uma relação complicada, cheia de confrontos. Os dois conviveram quando Franklin esteve a serviço do exército britânico na cidade de Cardiff no País de Gales, onde Elizabeth residia. Ali, então, durante certo período, de três anos aproximadamente, os dois casais (Elizabeth e George / Franklin e Madeleine, sua esposa) costumavam encontra-se em reuniões do clube dos oficiais, ou em suas casas.
    Certa noite, após um jantar e muitos whiskys, Franklin aproximou-se da sua cunhada e, longe dos olhares do irmão e de sua esposa, tentou seduzi-la. Ela correspondeu, os dois trocaram carícias e depois voltaram à sala onde estavam George e Madeleine. Alguns dias depois Franklin voltou à carga e convidou Elizabeth para um passeio num iate da família. Ela foi e os dois fizeram sexo a bordo do iate. Depois, naquele mesmo dia, brigaram muito. Discutiram e ela deu parte na polícia contra Franklin por abuso sexual. Não satisfeita, Elizabeth contou tudo o que houve à Madeleine que, ao saber do ocorrido, separou-se de Franklin.
    Elizabeth tornou-se a “melhor amiga” de Madeleine e Franklin nunca a perdoou.


    Enéas Lour
    25 de maio de 2011.

    quarta-feira, 25 de maio de 2011

    COMO EU VEJO AS PERSONAGENS... (2)

    COMO EU VEJO - PAUL Mc MURRY
    Pelo que nos informa Agatha Christie (a autora que está escrevendo a peça que vemos no palco), em sua primeira informação sobre esta personagem, podemos deduzir que Paul é um homem jovem e está bem vestido quando chega a Casa Worchesther acompanhando a advogada Alissa McRoe.
    Paul é um sujeito esperto. Usa sua beleza e sua desenvoltura com as palavras para aproximar-se das pessoas, especialmente das mulheres, para aplicar-lhes “golpes”.
    É um sedutor e sabe muito bem conduzir uma conversa. Aprendeu esta qualidade oratória na prática, nas ruas de Londres.
    Paul tem aproximadamente 30 anos e teve uma infância difícil. Órfão desde muito pequeno, passou sua infância num orfanato. Uma espécie de reformatório, onde se reuniam meninos de várias idades abandonados pelos pais. Quem administrava o orfanato eram pastores protestantes e a disciplina era algo fundamental para eles. Lá, Paul conheceu muitos meninos e outros não tão meninos assim e com eles aprendeu muito da malandragem necessária para sua sobrevivência. Conheceu também um pastor com uma cabeça um pouco melhor que a costumeira, chamado Sebastian O’Neil, um escocês que lhe fez criar gosto pela leitura e pelo jogo de xadrez. Paul aprendeu a importância da lógica e do raciocínio. O pastor Sebastian O’Neil o fez perceber que os outros são manipuláveis.
    Quando saiu de lá, com 14 anos, Paul foi viver nas ruas de Londres e ali também conheceu muita gente que o ensinou a “se virar” para sobreviver. Muito inteligente Paul sobressaia-se naquele mundo dominado pela ignorância e brutalidade.
    Aos 16 anos deu o seu primeiro “grande golpe” que teve como vítima uma senhora de “mais de 30 anos”, viúva de um militar, chamada Julie Trenton.  Paul aproximou-se dela oferecendo-se para carregar as compras que ela trazia para casa. Ajudou-a. Entrou em sua casa e, logo, em sua vida. Manteve com ela um romance e ganhou roupas, casa e comida. Paul gostou da facilidade de conquistar estas coisas em troca do carinho que a mulher lhe solicitava. Viveu assim por quase dois anos e aos 18 a abandonou e iniciou um romance com outra mulher, mais velha ainda: a Sra. Leona Dereck. Dela conseguiu muito mais: até um carro modelo 1938, que ostentava dirigindo pelas ruas centrais de Londres antes do início da segunda guerra mundial. Tinha uma boa vida, mas, como todos, durante a Guerra Paul também padeceu. Fugiu do alistamento e teve que esconder-se. Madame Dereck foi-se de Londres para Paris e de lá para a Suíça fugindo da guerra com sua família judia e levando todos os seus bens consigo, menos um colar de pérolas que Paul roubou de sua caixa de jóias antes de sua partida. Perdeu até o carro num jogo de cartas numa das madrugadas em que freqüentava os bordéis londrinos. Com a venda do colar sobreviveu um bom tempo, até encontrar Suellen Portgrave, a esposa de um capitão do exército britânico que estava no front enquanto ele dormia com ela em sua casa em Paddington. Dela Paul conseguiu tirar muitos objetos de valor e manteve-se muito bem, por todo o período da guerra aplicando outros golpes, atuando como “detetive”. Esta “personagem” – o detetive – lhe foi muito rentável e ele a assumiu desde então. Ao saber da doença do milionário Harold Worchesther, Paul tentou aproximar-se da filha – Lillyam Worchesther – mas, ela estava fora da Inglaterra, em Paris, e então lhe sobrou abordar uma das empregadas da casa: uma menina de vinte e poucos anos e muita ambição – Janet.
    Paul aproximou-se dela numa festa da igreja num afastado subúrbio de Londres. Ali jogou seu charme e facilmente conquistou a atenção de Janet, a filha da governanta. Deu-lhe de presente uma pulseira “de ouro” e um par de sapatos da moda. A menina apaixonou-se logo por ele e os dois tramaram um plano para roubar da Casa Worchesther alguns dos pertences do velho falecido e dos herdeiros que ali se reuniram em breve, conforme lhe disse Janet.
    A intenção era levar o máximo possível de jóias e outros objetos de valor, mas, Elizabeth Bankrupt viu Paul entrando na casa e ele foi obrigado a eliminá-la, sem saber que estavam os dois intrometendo-se num plano mais sórdido e sofisticado elaborado pelo Coronel Franklin.
    Depois de todos os assassinatos cometidos pelo Coronel é ele quem “paga o pato” pois : o júri condenou por unanimidade a prisão perpétua "O monstro de Worchesther", como ficou conhecido Paul Mc Murry, pelos assassinatos de Elizabeth Banrupt, Lillyam Worchesther, Wesley Worchesther e Mildred e Janet Ballester.”

    Enéas Lour
    25 de maio de 2011.
    

    domingo, 22 de maio de 2011

    COMO EU VEJO AS PERSONAGENS...

    Como eu vejo a Lilly


    Pelo que nos informa Agatha Christie (a autora que está escrevendo a peça que vemos no palco) esta personagem chama-se Lillyam Muriel Worchesther, tem 25 anos é bonita e se veste com muito bom gosto. É a filha “única” do falecido milionário Harold Worchesther, “única”entre aspas, porque ela assim se considera e assim a platéia a vê no início do espetáculo. Como toda a filha única de famílias aristocráticas, Lilly, como é chamada por seus familiares, é uma jovem que sempre foi mimada com presentes, jóias, viagens, etc...
    Nascida em 1922, ela foi educada nos melhores colégios ingleses da época, onde estudou cursos “femininos”, isto é: Artes, Literatura, Etiqueta, etc... Tal formação lhe conferiu uma personalidade requintada e sensível. Recatada, Lilly é a típica jovem aristocrática inglesa do início do século XX. Isto é: comporta-se com elegância, é atenciosa, respeita os mais velhos, é ligada às tradições e bons costumes e à família.
    Lilly teve uma infância e tem uma juventude feliz e sempre teve tudo o que quis em termos materiais. Lilly nasceu e sua mãe, Thelma, esposa de Harold Worchesther que sofria de uma grave doença faleceu quando ela tinha apenas 01 ano. Lilly foi criada por Mildred e Harold e durante toda a infância conviveu com Janet, filha de Mildred, que tem quase a mesma idade dela. Só saiu de lá aos 14 anos, quando foi para Londres estudar. As duas meninas, que não sabiam serem irmãs por parte de pai, brincavam juntas e eram amigas e, por isso, Lilly gosta muito de Mildred e de Janet.
    Seu relacionamento com Wesley, seu primo, sempre foi eventual, encontraram-se em festas familiares, quando mantinham contato, porém sem serem muito próximos. Wesley é, portanto, um primo distante, pouco conhecido dela.
    Com seu tio, Franklin, Lilly sempre se deu bem e ele costumava freqüentar a casa do irmão. Quando vinha até ali, o coronel lhe trazia presentes (bonecas, sapatos, livros, jóias, caixas de bombons, etc...). Os dois eram, portanto, próximos, e Lillyam também gosta muito deste seu tio, em especial. Franklin usava farda e isto era, para Lilly, muito bonito. Ela admira o tio militar.
    Ela teve poucos namorados e, um em especial, Jonathan Phittsmoore, usava farda de cadete da marinha inglesa, como seu tio.
    Nas visitas que Franklin fazia à Casa de campo Worchesther, ele conversava na biblioteca com seu irmão Harold, o pai de Lilly. Franklin geralmente vinha pedir favores ao irmão, empréstimos, etc... e não raramente os dois discutiam, o que para Lilly era motivo de tristeza e de medo. Não gostava de ver os dois irmãos brigando. Por isso, Lilly sempre foi avessa a discussões e, quando as presencia sente-se ameaçada e isto a incomoda muito.
    Sua personalidade sensível a torna frágil no que diz respeito à violência. Tem um senso de justiça muito claro e é uma jovem que busca agir com retidão e caráter. Mildred, com quem conviveu muito, sempre lhe ensinou a agir assim, dentro de bons conceitos cristãos, de justiça e fraternidade, como era normal na educação das “moças de bem” daquela época.
    A situação da peça coloca esta personagem no limite de suas forças. Ela é a principal vítima, pois perdeu seu pai e a cada cena vê mais um parente ser eliminado por um assassino desconhecido. O terror desta situação é cada vez maior para ela. A revelação final, quando descobre ser o seu querido tio o assassino é forte demais e ela literalmente “desaba” psicologicamente. Seu mundo-cor-de-rosa desaba com ela. A tragédia instalada não a perdoa e Lilly é assassinada.
    Esta é a personagem central da trama de crueldade desta peça. Ela é a personagem com quem a platéia se identifica quando, pouco a pouco, os espectadores vão descobrindo e se surpreendendo, como ela, as tramas dos assassinatos.

    Enéas Lour
    19 DE MAIO DE 2011.

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    Como eu vejo a Mildred


    Pelo que nos informa Agatha Christie (a autora que está escrevendo a peça que vemos no palco), em sua primeira informação sobre esta personagem, podemos deduzir que Mildred é uma pessoa de personalidade marcante, afirmativa, firme, pois só pessoas assim têm o “andar decidido”. Quanto ao “olhar penetrante” podemos deduzir que ela é uma mulher sincera, verdadeira, sem medo das outras pessoas. Uma mulher que deve ter vivido situações fortes em sua trajetória de vida.
    Com 60 anos, 40 dos quais passados como governanta da Casa Worchesther, sua experiência de vida, seu universo, seu mundo, se resume ao trabalho dedicado àquela casa, que ela conhece como ninguém.
    Podemos imaginar que quando ela chegou ali, em 1906, quando tinha 20 anos, havia uma outra governanta que tomava conta da casa, chamada Fredericka e Mildred era então uma das criadas.
    Mildred era uma jovem bonita e os três filhos de seus patrões – Harold, Eric e Franklin – que na época tinham respectivamente 25, 27 e 30 anos vinham passar os verões na casa de campo da família. Harold, o mais velho, já era casado quando a conheceu, Eric e Franklin ainda não.
    Mas, Harold é quem se sente mais atraído pela beleza de Mildred, porém, por estar casado com uma mulher com sérios problemas de saúde, chamada Thelma, com quem em 1921, quando ele tinha 45 anos, teve uma filha (Lillyam).
    Em 1922, quando Lillyam tinha apenas 01 ano de idade e Mildred tinha 36 anos, Thelma, a esposa de Harold estava muito doente. Foi neste ano que ele e Mildred tiveram um romance, do qual nasceu Janet. Também em 1922, no inverno, Telma faleceu e, desde então, Harold passou a morar com as duas crianças (Janet e Lillyam), Mildred e outros serviçais na Casa Worchesther. A relação dos dois (Mildred e Harold) era formal diante dos demais serviçais da casa e, evidentemente, diante de visitantes esporádicos que passavam pela Casa Worchesther. Só quando estavam sozinhos, entre quatro paredes, esta relação era mais íntima, porém os dois não mantinham relações sexuais. Harold era carinhoso com Mildred, a maneira de um homem do século passado, mas, como aristocrata e com sua formação, não assumiria a relação diante da sociedade, pelo que, como ele diz na carta lida por Mildred em cena, considerava-se um covarde.
    Deve ter sido difícil para Mildred conviver com este segredo durante 25 anos. Janet, apesar de receber presentes e até carinho de seu pai, não era tratada exatamente como Lillyam, para que os outros não desconfiassem de nada. Lillyam recebeu educação nas melhores escolas de Londres, Janet não. Lillyam tinha vestidos novos, bonecas, laços, sapatos finos, etc... e alguns destes vestidos e sapatos, depois de usados eram dados à ela por Lillyam. Mildred notava tudo isso e sofria com isso!
    Mildred é uma mulher simples e muito religiosa e, por isso, não é vingativa. Nunca lhe passou pela cabeça vingar-se de Harold, ao contrário, ela, como mulher simples e criada dentro dos padrões do início do século XX, é resignada com sua condição e até grata aos Worchesther pelo emprego que tem ali, como governanta.
    Certa vez, Harold lhe deu um presente, no dia de seu aniversário : um camafeu de ouro com uma imagem da deusa grega da beleza e do amor: Afrodite, o que ela considerou uma declaração de amor e guardou-o consigo para sempre. Ela o usa sempre em ocasiões especiais para ela e em todos os seus aniversários.
    Quando Harold morreu Mildred sofreu muito e teme que os herdeiros a despeçam e que ela tenha que ir embora dali, com sua filha. Sua esperança está na carta que Harold lhe deu e que ela sabe de cor. Mas, é muito difícil para ela expor diante de todos o seu segredo, Difícil se expor diante dos patrões, diante da arrogância de Miss Elizabeth, diante do coronel irmão de Harold e pior, diante de Lilly que para ela é como uma filha. Este momento para ela é muito forte, mas ela o enfrenta como enfrentou tantos outros momentos difíceis em sua vida. Para fazer isto ela se prepara muito. Veste sua melhor roupa, coloca seu chapéu e o seu camafeu. Em seu quarto as malas estão prontas para, se for o caso de a despedirem após a leitura da carta, ir embora dali. Aliás, era isto o que ela estava fazendo (arrumando suas malas) quando não foi abrir a porta para a chegada de Elizabeth e não, como ela disse, tratando dos “afazeres da casa”.
    Bem, depois de lida a carta, ela não é demitida e nem expulsa, ao contrário, Lilly a aceita e aceita sua nova irmã. Para ela isto é um alívio. Não foi demitida e ainda ganha a casa como herança. Mildred fica feliz. Sabe que agora terá que ser tratada diferente por todos, como herdeira que é.
    Mildred é perspicaz e percebe que sua filha Janet, que sempre teve um gênio forte e alguns recalques pela maneira como foi tratada na infância, pode meter-se em encrencas e tenta fazê-la não falar muito para que não se complique e complique a sua vida, quando a jovem conversa com a advogada, por exemplo, ou quando fala demais dizendo que o coronel, ou Wesley podem ser os assassinos.
    Infelizmente, quando finalmente ela teria uma vida mais confortável e segura, Mildred sofre o “acidente” na caixa elétrica que a mata.

    Enéas Lour
    18 DE MAIO DE 2011.

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    Como eu vejo o Wesley


    Pelo que nos informa Agatha Christie (a autora que está escrevendo a peça que vemos no palco), em sua primeira informação sobre esta personagem, podemos deduzir que Wesley é um playboy da época. Um rapaz aristocrata de 26 anos que sempre teve tudo o que quis. Filho único de Eric Worchesther um rico comerciante em Norfolk, no extremo leste da Inglaterra.
    Seus pais não tinham muita ligação com o restante da família e Wesley foi criado mantendo esta distância, portanto, ele não tem ligações emotivas fortes com seus parentes.
    Como bom aristocrata, Wesley desde criança acompanhou seus pais nas viagens que faziam pelo mundo, tanto a negócios como a passeio. Visitou vários países nessas viagens. Estiveram em vários países da África onde o pai mantinha contatos profissionais e fazia safáris. Visitaram também praticamente todos os museus dos países da Europa e todas as estações de inverno, praticando esqui.
    Aos 16 anos Wesley foi para os Estados Unidos da América e ingressou no curso de economia da Chicago University. Sempre foi um aluno relapso e não poucas vezes “adquiriu” resultados de provas, trabalhos escolares, etc... que o fizeram graduar-se como economista, mesmo não tendo o menor interesse por esta área de conhecimentos. Aliás, Wesley tem pouco interesse por qualquer atividade específica excetuando-se aquelas que estejam ligadas ao prazer. Resumindo, Wesley é um hedonista.
    Ligado aos esportes finos (críquete; pólo; iatismo; dardos; etc...) e à boêmia, Wesley é um esbanjador de dinheiro, pois, nunca teve que empenhar-se em ganhá-lo com seu trabalho.
    Vaidoso, usa roupas caras e da moda. Cuida muito da aparência (cabelos bem penteados, barba com recortes exóticos, cigarrilhas em piteiras, recipientes de prata para o uso de rapé, chapéus, etc...) Considera-se um conquistador e aproxima-se rapidamente de qualquer jovem mulher que cruze o seu caminho com intenções de manter relacionamento sexual com elas.
    Esteve na Índia e lá fez um curso de Kama Sutra e, conforme sempre afirma aos amigos nos pubs que freqüenta, é “imbatível” em suas performances eróticas. Um falastrão.
    Sua atração por bebidas o aproxima de seu tio, o coronel Franklin que também é chegado num bom copo malte escocês. Os dois se identificam e durante a peça isto fica muito evidente. Quando do aparecimento de um outro jovem bonito (Paul Mc Murry, o detetive) há o enfrentamento entre os dois. Wesley o desafia, o desrespeita como autoridade policial que Paul diz ser, etc...
    Nesta peça teatral de suspense existem várias “pistas falsas” colocadas pelo autor e o punhal de prata de Wesley é uma delas. O sumiço dessa arma é um indicativo para a platéia de que ele é o assassino. Como se verá Wesley não era um assassino, apenas um playboy que como todos os outros herdeiros tendo um final trágico, morto por envenenamento.

    Enéas Lour
    18 DE MAIO DE 2011.

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